UE finaliza normas técnicas para provedores de rating ESG
Os Regulamentos Delegados (UE) 2026/871 e 2026/872 da Comissão Europeia, ambos datados de 21 de abril de 2026, foram publicados no Jornal Oficial em 28 de julho de 2026 e entraram em vigor cerca de 20 dias depois. Eles fixam as normas técnicas (RTS) detalhadas previstas no Regulamento de Ratings ESG: o que provedores de rating ESG precisam divulgar publicamente sobre metodologias, fontes de dados e modelos de taxa, e como devem separar as atividades de rating ESG de outras linhas de negócio para evitar conflitos de interesse.
Agências de rating ESG que atuam na UE, e qualquer empresa — inclusive fornecedores têxteis e de moda — cujo score ESG dado por um desses provedores entra na decisão de due diligence ou investimento de um comprador.
Como impacta
Isso não cria uma obrigação nova para fornecedores diretamente, mas muda o que fica visível sobre a nota pela qual eles são julgados: provedores de rating agora precisam publicar metodologia e fontes de dados, não só o número. Um fornecedor contestando uma nota ESG baixa finalmente tem um padrão documentado pra apontar.
NOTÍCIAS DO SETOR
Feira Intertextile Shanghai fecha edição com foco em sustentabilidade
A Intertextile Shanghai Apparel Fabrics — Edição de Outono aconteceu de 25 a 27 de agosto de 2026, reunindo mais de 3.500 expositores de 30 países e regiões. "Sustainability" foi um dos quatro pilares centrais da feira, com o Econogy Hub apresentando materiais circulares e certificações ao lado de pavilhões internacionais da Itália, Índia e Turquia.
Compradores de tecido e times de sourcing de marcas de moda europeias — é um dos eventos de sourcing onde materiais circulares e sustentáveis certificados são de fato garimpados e contratados pras próximas coleções.
Como impacta
Uma feira não é regulação, mas é um indicador antecedente: quando um evento desse porte coloca sustentabilidade no mesmo nível de tendência de moda e tecidos técnicos, é sinal de que material circular certificado passou de nicho a critério padrão de sourcing — vale observar pra marcas que ainda tratam isso como opcional.
ESTUDOS DE CASO
Promotoria de Milão amplia investigação de exploração trabalhista para 13 marcas de luxo
Promotores de Milão ordenaram que Gucci, Prada, Versace, Dolce & Gabbana, Adidas e outras oito marcas de luxo apresentassem documentação de governança e cadeia de suprimento, após operações policiais de julho de 2026 que encontraram exploração de trabalhadores chineses em oficinas italianas subcontratadas. A promotoria está avaliando o quanto cada marca sabia das condições e se seus sistemas de compliance eram adequados para preveni-las — a mesma investigação já levou a Justiça de Milão a colocar outras cinco empresas de moda sob administração judicial desde março de 2024.
As 13 marcas citadas diretamente, mas também toda empresa de moda com produção subcontratada na Itália — a investigação está testando se o "não sabíamos" se sustenta como defesa quando a governança da cadeia de fornecimento da própria marca deveria ter detectado o problema.
Como impacta
É a pergunta central da CSDDD acontecendo em tempo real, antes mesmo do prazo de conformidade da diretiva em 2029: os promotores não estão só multando as oficinas subcontratadas, estão perguntando se a governança e os processos de verificação de fornecedores das próprias marcas eram adequados. Cinco empresas de moda já estão sob administração judicial pela mesma investigação — pedidos de documentação a mais 13 nomes é o que fiscalização de due diligence parece antes de virar obrigação formal.
27 ago
NOTÍCIAS DO SETOR
Registros de corais mostram El Niño 36% mais intenso que no período pré-industrial
Pesquisa publicada na revista Science em 27 de agosto de 2026, baseada em registros de corais que remontam a aproximadamente 900 anos, estima que os eventos de El Niño estejam 36% mais intensos que no período pré-industrial, com aumento de 16% somente nos últimos 40 anos. Outros pesquisadores consideram o método promissor, mas observam que a conclusão ainda enfrenta incertezas devido à curta série de medições instrumentais.
Marcas e fornecedores que compram fibras naturais — algodão, lã, linho — de regiões onde a safra varia com os ciclos de El Niño/La Niña, além de qualquer um exposto aos efeitos em cadeia: preço de alimentos, disponibilidade de água, custo de energia e gasto público com desastres, mesmo longe do Pacífico.
Como impacta
Um El Niño mais forte não vira uma linha de custo única — eleva a volatilidade de base justamente dos insumos agrícolas (a safra de algodão em especial) dos quais as cadeias de fibra natural dependem. O método de medição ainda é debatido, mas a direção — oscilações mais intensas, não menores — é o que importa pra quem planeja contratos de fornecimento plurianuais.
REGULAÇÃO
Estudo contesta justificativa econômica para retirar regras de emissões veiculares nos EUA
Economistas de universidades como Yale, MIT e Pensilvânia, em estudo publicado na Science em 27 de agosto de 2026, reavaliaram os cálculos utilizados pelo governo para eliminar padrões federais de gases de efeito estufa para automóveis e caminhões. Corrigir hipóteses sobre economia de combustível, custos tecnológicos e quilometragem transformaria um benefício alegado de até US$ 790 bilhões em um custo aproximado de US$ 670 bilhões. A EPA mantém sua análise, e a revogação enfrenta ações judiciais.
No curto prazo, compradores de carro e montadoras nos EUA — mas também qualquer um comparando filosofias regulatórias: é a mesma disputa de custo-benefício que acontece do outro lado do Atlântico, só que na direção oposta.
Como impacta
Enquanto a UE passou este ano reduzindo CSRD e CSDDD com sua própria lógica de custo-benefício (ver 24/08), os EUA usam uma conta de custo-benefício contestada pra ir na direção oposta — cortar padrões de emissão argumentando que o custo de conformidade supera o benefício. Se esse número específico está errado em US$ 1,46 trilhão, como diz o estudo, é um lembrete de que a modelagem econômica por trás de qualquer desregulamentação merece o mesmo escrutínio que a por trás de novas exigências.
NOTÍCIAS DO SETOR
Calor e seca ameaçam levar produção europeia de açúcar ao menor nível em 38 anos
A cooperativa francesa Tereos estima que a produtividade da beterraba de seus fornecedores caia mais de 20% em relação ao ano passado. A empresa também encurtará sua campanha industrial de 130 para aproximadamente 100 dias. Milho e batata estão entre as outras culturas europeias afetadas pelo clima extremo.
Primeiro compradores de açúcar e fabricantes de alimentos e bebidas — mas o mecanismo (calor e seca reduzindo safra, encurtando temporadas de processamento) é o mesmo que atinge algodão, lã e outras colheitas de fibra natural das quais as cadeias têxteis dependem.
Como impacta
Não é uma história têxtil diretamente, mas é um exemplo ao vivo do padrão que é: clima extremo comprime safra e janela de processamento, e essa escassez aparece depois como preço. Açúcar hoje, algodão ou lã numa safra ruim — o mecanismo de transmissão do campo pra fábrica pro preço na prateleira é o mesmo, independente de qual colheita for atingida primeiro.
26 ago
REGULAÇÃO
Regulamento de Embalagens da UE (PPWR) entra em aplicação plena
O Packaging and Packaging Waste Regulation (PPWR), em vigor desde fevereiro de 2025, passou a se aplicar integralmente em todos os Estados-membros em 12 de agosto de 2026, substituindo a antiga diretiva de embalagens de 1994. O regulamento fixa metas de redução de resíduos (5% até 2030, 10% até 2035 e 15% até 2040, com base em 2018), exige teor mínimo de material reciclado pós-consumo (10%-35% conforme o material, a partir de 2030) e proíbe certas embalagens de uso único a partir de 2030. Desde 12/08/2026 já vale também um limite máximo de PFAS em embalagens que entram em contato com alimentos, e os fabricantes precisam manter declaração de conformidade e documentação técnica.
Marcas de moda e têxtil e seus fornecedores que usam qualquer tipo de embalagem no mercado da UE — de sacolas e etiquetas a caixas de e-commerce — sem período de transição para o estoque já existente.
Como impacta
Já é lei vigente, não um prazo futuro: declaração de conformidade, limites de PFAS e registro EPR valem agora, nos 27 Estados-membros ao mesmo tempo, sem período de tolerância para embalagens já em circulação. O conteúdo reciclado mínimo obrigatório e as proibições de uso único chegam em 2030, mas as obrigações documentais já começaram em 12 de agosto.
NOTÍCIAS DO SETOR
EUA ameaçam ações contra regras de sustentabilidade da UE
Em 24 de agosto de 2026, veio à público que o governo Trump enviou carta formal à União Europeia ameaçando "tomar todas as ações necessárias" contra o que classifica como encargos "excessivos" impostos pela CSRD (relato de sustentabilidade) e pela CSDDD (devida diligência em direitos humanos e meio ambiente). O embaixador dos EUA junto à UE, Andrew Puzder, já havia cobrado publicamente em 14/08 que "é hora de a UE cumprir" o Acordo-Quadro UE-EUA firmado em agosto de 2025; a Comissão Europeia respondeu que sua autonomia regulatória "não está em negociação". Mesmo depois de a UE elevar os limiares de aplicação — CSRD para €450 milhões de receita e 1.000 funcionários, CSDDD para €1,5 bilhão e 5.000 funcionários, reduzindo o número de empresas não europeias afetadas de cerca de 10.000 para 1.200 — e cortar mais de 60% dos pontos de dados obrigatórios de relato, Washington ainda considera as regras restritivas ao comércio.
Empresas de fora da UE (principalmente sediadas nos EUA) hoje dentro do escopo de CSRD/CSDDD, e marcas sediadas na UE observando se a pressão política pode reabrir regras que acabaram de ficar mais restritas — incluindo suas cadeias de fornecimento.
Como impacta
A posição pública da Comissão é firme — "não é negociável" — mas é a segunda rodada de pressão dos EUA em duas semanas, logo depois de a UE já ter reduzido escopo e pontos de dados uma vez com o pacote Omnibus. Se Washington conseguir mais uma exceção, é mais uma variável num perímetro de conformidade que já vinha mudando desde março.
INOVAÇÃO
Vaticano investe €100 milhões em usina agrivoltaica em Roma
Em 22 de agosto de 2026, fontes confirmaram que o Vaticano investirá cerca de €100 milhões (US$ 117 milhões) na construção de uma usina agrivoltaica de 80 a 90 MW no terreno de Santa Maria di Galeria, nos arredores de Roma — instalação que já abriga antenas da Rádio Vaticana desde os anos 1950 e que se tornará uma das maiores desse tipo na Itália. O projeto nasceu de uma comissão ítalo-vaticana criada após acordo bilateral de 2025 e é supervisionado pela fundação "Fratello Sole", instituída pelo Papa Leão XIV em junho de 2026. A previsão é de conclusão em 18 a 24 meses, com o objetivo de tornar a Cidade do Vaticano autossuficiente em energia e injetar o excedente na rede elétrica italiana.
Compradores industriais de energia na região de Roma/Lácio, incluindo operações de tingimento e acabamento têxtil — processos que dependem de carga elétrica alta e constante.
Como impacta
É um projeto isolado, não uma mudança de política — sozinho não move preço. Mas se soma à capacidade renovável chegando ao Lácio, o tipo de crescimento de oferta local que, com o tempo, afeta custo de energia industrial e opções de compra de energia verde para fabricantes energo-intensivos, incluindo tingimento e acabamento têxtil.
25 ago
REGULAÇÃO
Nova Zelândia aprova lei que limita litígios climáticos contra empresas
O Parlamento neozelandês sancionou, em 20 de agosto de 2026, legislação que restringe a exposição de empresas a ações judiciais relacionadas a mudanças climáticas, na contramão da tendência de outros países de ampliar a responsabilização judicial por danos climáticos. A lei altera o Climate Change Response Act para bloquear o reconhecimento de responsabilidade por danos climáticos causados por emissões de gases-estufa, e foi apresentada depois que o ativista maori Michael Smith obteve autorização da Suprema Corte para processar seis grandes emissoras neozelandesas, incluindo a gigante de laticínios Fonterra, num caso que iria a julgamento em 2027.
Grandes emissores e seus conselhos em jurisdições sem um regime de due diligence nos moldes da UE — e, indiretamente, formuladores de política europeus observando como outros governos lidam com a mesma questão de responsabilização.
Como impacta
É a imagem espelhada do caminho que a UE está seguindo: a CSDDD abre por lei uma via de responsabilização civil justamente para esse tipo de dano climático, enquanto a Nova Zelândia acabou de fechar essa via por estatuto. Para uma empresa com operação nos dois regimes, a mesma conduta carrega exposição jurídica real numa jurisdição e nenhuma na outra — uma diferença que tende a aparecer cada vez mais conforme outros países escolherem um lado.
REGULAÇÃO
CVM torna voluntária a divulgação de relatórios ESG no Brasil
Pela Resolução 244, editada em maio de 2026, a CVM revogou a obrigatoriedade de relato de sustentabilidade que entraria em vigor em janeiro de 2026, adotando o modelo "pratique ou explique": empresas que optarem por não divulgar precisam justificar publicamente a decisão, e quem divulgar assume compromisso mínimo de três anos seguindo os padrões do ISSB. A decisão reverte a Resolução 193 e continua sendo o principal ponto de debate na agenda ESG do mercado brasileiro.
Empresas listadas no Brasil (e seus compradores no mercado da UE, se forem fornecedores que repassam dados ESG a montante) que vinham se preparando para a divulgação obrigatória a partir de 2026.
Como impacta
É o movimento oposto ao da UE, que acabou de reduzir o escopo da CSRD mas manteve o relato obrigatório pra quem continua dentro dele. O Brasil está testando uma alavanca mais suave — divulgar ou explicar — sobre a mesma pergunta de fundo: quanto relato de sustentabilidade deve ser exigido por lei versus deixado pra pressão de mercado. Pra um fornecedor brasileiro que alimenta a cadeia de uma marca da UE, a pressão equivalente à CSRD vinda desse comprador não desaparece só porque a CVM parou de exigir.
NOTÍCIAS DO SETOR
China amplia mercado de carbono para petroquímica e química
O vice-ministro do Meio Ambiente da China, Li Gao, anunciou em 15 de agosto de 2026 que os setores petroquímico e químico entrarão no sistema nacional de comércio de emissões, elevando a cobertura para cerca de 80% das emissões de CO2 do país — ante 60% após a inclusão de aço, cimento e alumínio em 2025. O preço da tonelada de carbono chegou a 98,21 yuans (US$ 14,60), alta de 31,6% desde o fim de 2025, e o volume acumulado negociado já passa de 930 milhões de toneladas.
Produtores químicos e petroquímicos chineses — incluindo fabricantes de fibras sintéticas e corantes que abastecem a indústria têxtil — que passam a ter um custo direto de carbono, além de seus compradores internacionais que acompanham emissões de cadeia de suprimento.
Como impacta
A China está construindo sua própria infraestrutura de precificação de carbono — comparável na intenção, ainda que não no mecanismo, à lógica do ajuste de fronteira de carbono da UE. Fibras sintéticas e corantes são exatamente o tipo de insumo químico-intensivo que aparece no Escopo 3 de marcas de moda europeias, então um preço real de carbono sobre produtores chineses eventualmente vira custo (ou dado) em algum ponto dessa cadeia — só que ainda não chegou à maior parte da produção ligada ao têxtil.
24 ago
REGULAÇÃO⏳ fiscalização em 34 dias — 27 set
Itália reforça multas contra greenwashing e regula selos ecológicos
Reportagem publicada em 17 de agosto de 2026 detalha o Decreto Legislativo nº 30/2026, que transpõe para a legislação italiana a diretiva europeia de capacitação dos consumidores (EmpCo) e entra em vigor plenamente em 27 de setembro de 2026. A norma proíbe selos de sustentabilidade autoproduzidos sem certificação independente por terceiros e exige que alegações genéricas como "eco" ou "verde" venham acompanhadas de dados verificáveis apresentados no mesmo suporte da comunicação. As multas, aplicadas pela autoridade de concorrência italiana (AGCM), podem chegar a 10 milhões de euros ou 4% do faturamento anual em infrações transfronteiriças. A regra vale para embalagens, sites, redes sociais e materiais de varejo, sem período de carência para produtos já nas prateleiras.
Marcas no mercado italiano e seus fornecedores que usam selos ecológicos não verificados ou alegações genéricas como "eco" em embalagem, site ou redes sociais, principalmente produtores menores sem orçamento para certificação independente.
Como impacta
Não há período de carência para estoque já nas prateleiras, e as multas são pesadas o bastante para pesar até em empresas médias — até 4% do faturamento em casos transfronteiriços. Qualquer selo ou alegação feita antes de ter certificação precisa ser revista agora, não depois de 27 de setembro.
NOTÍCIAS DO SETOR
EFRAG consulta mercado sobre relato de sustentabilidade de empresas de fora da UE
Em 23 de julho de 2026, o EFRAG (European Financial Reporting Advisory Group) lançou consulta pública sobre padrões de relato de sustentabilidade aplicáveis a empresas de países terceiros com atividades significativas na União Europeia, no âmbito da CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive). O prazo para contribuições vai até 31 de outubro de 2026. A iniciativa, relatada em atualização regulatória do escritório Sidley Austin publicada em 12 de agosto, ocorre em paralelo à divulgação de orientações da ESMA sobre a nova Regulação de Ratings ESG, publicadas em 10 de julho, tratando de atividades de consultoria e exceções para provedores de "second-party opinions". O movimento confirma a tendência de simplificação regulatória que a UE vem promovendo desde o pacote Omnibus.
Empresas sediadas fora da UE com faturamento ou filiais relevantes no bloco — e seus parceiros de cadeia de suprimento sediados na UE, que podem acabar alimentando com dados essas divulgações equivalentes à CSRD.
Como impacta
Ainda é consulta, não regra: nada muda antes de 31 de outubro. Mas sinaliza para onde vão os requisitos de relato de países terceiros, dando a grupos de fora da UE com presença no bloco uma janela para opinar antes que o padrão seja fechado.
INOVAÇÃO
ESMA começa a reunir dados para plataforma única europeia de sustentabilidade
Segundo reportagem de 15 de agosto de 2026, a ESMA (Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados) iniciou em 10 de julho de 2026 a fase de coleta não pública de dados para o European Single Access Point (ESAP), recebendo informações financeiras e de sustentabilidade de Mecanismos Oficialmente Designados (OAMs) e autoridades nacionais competentes de todo o bloco. Nesta primeira etapa, a plataforma reúne dados ligados à Diretiva de Transparência, ao Regulamento de Prospecto e ao Regulamento sobre Vendas a Descoberto. O acesso público, gratuito e centralizado — voltado a investidores, analistas e jornalistas — está previsto para julho de 2027, após um ano de acúmulo de dados para garantir cobertura abrangente desde o lançamento.
Investidores, analistas e jornalistas que hoje montam as divulgações de empresas da UE juntando dezenas de registros nacionais separados — além das autoridades e mecanismos de reporte que agora alimentam a plataforma com dados.
Como impacta
Por enquanto nada é público: é a fase de coleta de dados que dura um ano antes do lançamento em 2027. O efeito de curto prazo é sobre as autoridades e mecanismos que alimentam os dados; as empresas não vão enfrentar uma nova obrigação de reporte vinda do ESAP em si, já que ele foi pensado para reunir informação que já é divulgada em outros lugares.